07 Novembro 2018
Gisele Bündchen
Getty Images
Aos 19 anos, Gisele Bündchen conquistou um lugar que faz sonhar todas as manequins: tornou-se um dos ‘anjos’ da famosa marca de lingerie Victoria’s Secret. Um lugar que manteve nos sete anos que se seguiram e sempre com direito a grande destaque no desfile anual da marca. Foi, por isso, com alguma estranheza que os seus fãs receberam, em 2006, a notícia de que já não voltaria a brilhar na passerelle do evento que habitualmente se realiza em dezembro.
Agora, no livro autobiográfico Lessons: My Path to a Meaningful Life, Bündchen revela que foi a própria quem tomou a decisão de não voltar a desfilar para a griffe de roupa interior e ainda a forma inusitada que escolheu para chegar a essa conclusão.
Numa altura em que já sentia o peso de desfilar com pouca roupa deixou o acaso ditar o fim da experiência. “Nos primeiros cinco anos sentia-me confortável a desfilar em lingerie, mas à medida que o tempo foi passando, senti-me cada vez menos à vontade com o facto de ser fotografada enquanto andava pela passerelle apenas de biquíni ou cuecas. Pensava ‘deem-me uma cauda, uma capa, asas. Por favor, algo que me cubra um pouco!’”, confessa.
Ainda assim, a top model brasileira, agora com 38 anos, reconhece que foi a sua parceria com a Victoria’s Secret que lhe permitiu atingir o patamar que atingiu e construir a sua fortuna. No ano em que decidiu sair aumentou em 80% os seus rendimentos, mas mesmo assim a dúvida estava instalada. “Sentia-me grata pela oportunidade a segurança financeira que a empresa me deu, mas estava numa fase diferente da minha vida e não tinha a certeza de querer continuar a trabalhar ali”, começa por explicar antes de revelar que as viagens constantes, os eventos, as gravações de anúncios estavam a deixá-la “verdadeiramente cansada”. “Amarrotei dois papéis e coloquei-os dentro de uma caneca vazia. Um dizia SIM e o outro NÃO. Fechei os olhos e pensei: o papel que escolher será o que é melhor para mim e será a decisão certa. E tirei o NÃO. E, inconscientemente, era o que eu queria ler. Era o que o meu corpo queria e acredito que já andava a dar-me sinais há algum tempo”, reconhece.
Esta relação profissional com a marca acabou também por influenciar – e muito – o seu futuro, já que foi o diretor-criativo da altura que lhe apresentou o jogador de futebol americano Tom Brady, em dezembro de 2006. O encontro correu tão bem que os dois se casaram três anos depois e têm dois filhos em comum: Benjamin, de oito anos, e Vivian, de cinco. O atleta é ainda pai de Jack, nascido da relação anterior com Bridget Moynahan.