07 Outubro 2018
É nova preocupação estética da moda e parece que pode culpar as 'selfies' e o instagram. O 'New York Times' escreve há uma maior consciência e urgência em obter uma linha de maxilar definida, mas como nasceu a nova obsessão?
Se uma linha de maxilar definida era até então uma forte característica associada aos homens e aos modelos (a estrutura facial 'atrai' sessões fotográficas), parece que agora, graças a reuniões de trabalho por video chamada ou às redes sociais, esta parece ser uma preocupação da mulher.
As redes sociais e o auto-espelho
Foi durante videochamada de WhatsApp que uma executiva de marketing em Manhattan, começou a reparar na sua linha de maxilar menos firme. "Era tudo o que eu via no espelho. Em reuniões, eu estava sempre a empurrar o meu queixo para fora como um pato", disse ao 'New York Times'.
Debra Reynolds recorreu ao um cirurgião plástico facial para um processo de nome 'Golden Angle Lift'. A cirurgia confere um aspeto mais jovial ao definir a linha de maxilar e torná-la menos flácida.
No dia seguinte à cirurgia de 15,600 euros, Debra removeu os curativos. "A minha linha de maxilar parecia da Angelina Jolie"; recorda. Segundo o jornal, 55% dos cirurgiões plásticos faciais tiveram pacientes que desejavam surgir melhor em selfies.
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A perda de elasticidade
"As pessoas estão a ver mais fotos de si mesmos e a tornarem-se mais sensíveis à sua aparência. Essa tendência levou mais pacientes ao nosso consultório que estão preocupados com o seu maxilar", disse o Dr. Matthew White.
"É um facto pouco conhecido que, para além da perda de colagénio e elastina, nós também reabsorvemos o osso, então todo a nossa estrutura da cara fica, na verdade, mais pequena ao longo do tempo", avança a dermatologista Dendy Engelman.
C Flanigan
Procedimentos estéticos com cirurgia
1 O AirSculpt contitui numa forma mais direcionada de lipoaspiração, isto é, "raspa" a gordura e aspira-a. É uma forma rápida de selecionar células de gordura - "quase como usar um photoshop no rosto", disse o Dr. Rollins. O custo é de 4340 euros.
2 O FaceTite aplica energia de radiofrequência sob a pele. Segundo Adam Kolker, professor clínico, é uma forma de "atingir o plano dos tecidos que precisam ser tratados, criando uma lesão térmica controlada". Ativa a produção de colagénio e custa entre 6500 e 8600 euros.
Métodos sem cirurgia
1 Ultherapy: "uma terapia não invasiva que usa ultra-som fornecido através da pele para aquecer a derme profunda e para acionar o 'lifting' e o enrijecimento da pele".
2 Tratamentos com um híbrido de Kybella (que derrete gordura), que aumentaram 23% em 2017, em associação com Botox devolve firmeza à pele e preenche o queixo, dando uma aparência mais tonificada ao queixo.
3 Tratamento com massagem manual e microcorrentes que acentuam a linha do maxilar. O método não invasivo terá sido usado por estrelas como Charlize Theron e Jennifer Anniston.
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