02 Julho 2018
YOSUKE SUZUKI
Crianças a gritar e a chorar em público podem ser um verdadeiro teste à paciência de qualquer pai, mas é importante prestar atenção aos sinais e perceber que motivos estão por trás dessa atitude. Muitas vezes pode não ser só para chamar a atenção e haver motivos como dores ou desconforto na origem destas “birras”.
Regra dos 4 S's
Especialistas em parentalidade recomendam a adoção da regra dos quatro Ss (em inglês: Stop, Squat, Shh e Sing) para identificar o problema. Em português: parar, agachar, calar e cantar e consistem em:
-Parar: os pais devem parar o que estão a fazer e prestar atenção à criança. Está excitada? Aborrecida? Com fome? Com dores?
- Agachar: quando os pais se colocam ao nível visual dos filhos e os olham nos olhos, fazem com que as crianças se sintam valorizadas e ajuda a identificar a situação. Pode ser uma resolução simples.
- Calar: os pais precisam sorrir, acalmar-se e baixar o tom de voz, até mesmo sussurrar. Isto não vai apenas modelar o comportamento da criança, mas elas tendem a acalmar-se só para conseguir ouvir o que está a ser dito.
- Cantar: se elas estão inconsoláveis, os pais podem tentar cantar baixinho. Uma canção familiar pode ser incrivelmente calmante. Este ponto revela-se eficaz sobretudo em crianças mais novas e bebés.
Estes passos podem ser aplicados em qualquer situação, mas se os pais puderem tirar a criança da situação stressante, devem fazê-lo. Por exemplo se estiverem numa festa, podem ir dar um passeio só com a criança para que se acalme longe da confusão.
Se estiver num lugar em que não pode sair, como um avião, pegue na criança numa posição de conforto e sussurre-lhe palavras calmantes e uma música familiar ao ouvido, vai ajudar a acalmar.
O que nunca deve fazer:
- Gritar: elevar o tom de voz só vai deixar a criança mais nervosa e aumentar o seu comportamento explosivo.
- Tapar-lhe a boca: primeiro, isto envia a mensagem de que a criança não consegue controlar-se sozinha e, nestas situações, o educador quer precisamente educar e mostrar que ela é capaz de o fazer. Depois, as crianças aprendem por observação e imitação e ela pode transportar isto para situações futuras, como para tentar calar um irmão, primo ou amigo mais novo e, sem querer, acabar por colocar outra criança numa situação de perigo. Considere sempre as consequências das suas ações sobre o seu filho, mesmo no futuro.
Lembre-se: a sua obrigação é, primeiramente, para com os seus filhos e não com as sensibilidades dos estranhos em redor. Toda a gente já ouviu uma criança chorar e ninguém morreu por causa disso. Uma criança que confie nos pais tem maior probabilidade de se acalmar numa situação de stress.
E ainda assim, por vezes será levado ao limite e poderá ter uma atitude da qual se arrependa, como gritar ou tapar a boca da criança. O melhor a fazer, nesses casos, é falar abertamente sobre isso com o seu filho, recordar o que fez, dizer que se arrepende e explicar que não foi correto e porque é que não se deve fazer. As crianças percebem mais do que por vezes pensamos e, quanto mais não seja, reterão a informação de que não se deve fazer.
*Dicas baseadas no site Fatherly.com